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Direto das Trincheiras: Start Up Brasil.

Posted by Caroline Piguin on Mar 14, 2014 3:35:29 PM

DSC_9744 Com um edital já acelerado, e o segundo já fechado, o Startup Brasil mostra, cada vez mais seu enorme potencial de educar, formar e ampliar o ecossistema empreendedor no Brasil. Entrevistamos Felipe Matos para entender os aprendizados nestas duas rodadas, os planejamentos para 2014, e dicas para quem planeja se inscrever.

Aceleratech: O Start Up Brasil fechou seu segundo edital há pouco. Quais foram os aprendizados nesta rodada?

Vários aprendizados tem sido acumulados até aqui, em especial sobre as melhores formas de realizar o processo de avaliação e de matching entre empresas e aceleradoras. Na primeira rodada, as conversas entre empresas e aceleradoras seguiram a ordem de preferência indicada pelos empreendedores. Ou seja, o empreendedor deveria ter seu projeto negado pela aceleradora que escolheu com primeira opção para então conversar com a segunda e assim sucessivamente. Isso criou uma demora no processo e muitas empresas reclamaram, então modificamos na segunda rodada, permitindo que todos falassem entre si. Desta vez, o processo foi um pouco mais caótico, porém os empreendedores ficaram mais livres para negociar. Algumas coisas funcionaram melhor que outras e vamos usar esses aprendizados para a terceira rodada, que se inicia com o próximo edital, a ser lançado em Abril.

Aceleratech: Houve alguma diferença entre o tipo de empresa escolhidas na primeira e segunda rodadas?

O estágio de desenvolvimento das aprovadas na segunda rodada está ligeiramente mais avançados que na primeira. Cerca de 90% das empresas tinham pelo menos um protótipo construído e funcionando (na primeira rodada eram 80%). Podemos notar uma diferença setorial. A primeira rodada tinha muitos projetos de Educação, enquanto a segunda teve muitos projetos ligado a Moda e Estética.

Aceleratech: Qual dica você daria para os empreendedores que querem se inscrever no programa?

Uma dica importante é analisar bem a oferta de cada aceleradora, não só em relação a investimento e participação, mas principalmente o perfil e os serviços oferecidos por cada uma. Outra boa dica é buscar escrever as propostas de de acordo e na ordem dos critérios de seleção, como estão dispostos do edital. Isso ajuda os avaliadores na hora de analisar os projetos.

Aceleratech: Qual a importância do processo de aceleração dentro da estrutura do Start Up Brasil e porque a decisão desse passo e não só o investimento?

O processo de aceleração em nossa visão é essencial. Ele permite que a empresa gaste esses recursos de uma forma mais eficiente e assertiva, oferecendo conhecimento, mentorias e relacionamentos para ajudar as empresas a validar e escalar seus modelos de negócio.

Aceleratech: Fale sobre como está organizado o Start Up Brasil em termos de equipe e estrutura?

O Start-Up Brasil envolve diversas instituições. Além do MCTI, que é o Ministério que lidera a iniciativa, temos o envolvimento de parceiros como o CNPq, Apex, Itamaraty (que nos auxilia na emissão de vistos para os estrangeiros), além de 15 aceleradoras e outras 18 instituições que participam do seu comitê assessor. Por isso, é um programa gerido em rede. Além dos parceiros, o programa conta com uma equipe com 3 pessoas em Brasília 4 em Campinas dedicadas a sua operação.

Aceleratech: O que podemos esperar do Start Up Brasil em 2014?

Estamos ampliando o número de aceleradoras, ainda mais opções geográficas e de perfil de aceleração aos empreendedores. Ampliamos a atuação no Sul e Nordeste e incluímos aceleradoras com competências nas áreas de hardware. No processo de inscrição, vamos implementar um modelo de proposta para auxiliar os empreendedores. Também será o ano do nosso primeiro Demo Day, apresentando as melhores empresas apoiadas para investidores.

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