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Barreiras psicológicas geram ruídos e prejudicam seus negócios

Posted by Raquel Serafim on May 6, 2014 8:16:39 AM

A dificuldade de conversar em um telefone que apresente chiado dificulta a inteligibilidade do que está sendo dito do outro lado da linha. Ou uma conversa em lugar público, onde haja muito barulho de carros e pessoas falando alto exemplos claros de ruído na comunicação. Usa- se o termo ruído em referência a sons (ou ausência deles) que causam interferência, dificultando a comunicação entre pessoas. Essas são empecilhos externos que dificultam um diálogo, ou seja, a informação que é falada não chega da forma esperada para quem a recebe.
Mas há, ainda, outras barreiras que podem atrapalhar o fluxo de informações. No dia a dia, nos deparamos com barreiras psicológicas provindas das diferenças individuais e podem ter origem em aspectos do comportamento humano. Conseguir identificá-las é o primeiro passo para melhorar. A primeira delas a se observar é a timidez.

Alguém que precisa ser o porta-voz de uma empresa, porém, não se sente confortável para isso por ser inibido, pode prejudicar a imagem da instituição em que trabalha se não estiver preparado. Durante uma apresentação poderá gaguejar ou falar com a voz em tom baixo demais, quase inaudível. Se a conversa estiver sendo com o publico externo, a imagem da empresa pode ser maculada e vinculada à insegurança do representante que está ali, em público. Agora, se a conversa for com o público interno da empresa, dificilmente essa pessoa será vista como líder, que consegue apontar os caminhos a serem seguidos.

Há duas formas para sair desse problema: encontrar outro porta-voz, que não se intimide com o público ou trabalhar a comunicação do já designado representante institucional – que poderá fazer aulas de teatro como ferramenta para vencer a timidez, participar de aulas de retóricas, para ajudar com técnicas, ou passar por um bom treinamento de mídias (media training), ajudando-o a lidar com os diversos tipos de situações que, geralmente, enfrentam líderes à frente de instituições privadas e públicas.

O segundo ponto comportamental que pode ser um dificultador da comunicação é o chamado ouvido seletivo. Mesmo não sendo de forma proposital, há situações em que o emissor da mensagem fica sugestionado a ouvir ou entender apenas o que é de seu interesse – ou o que coincida com a opinião dele.

Durante o media training que ministro a empresários e executivos que precisam se comunicar melhor diante da imprensa, em entrevistas, peço sempre para se certificarem de que compreenderam a pergunta do jornalista antes de respondê-la. Muitas vezes os profissionais acham graça, imaginando que um tanto quanto obvio entenderem de primeira as perguntas, mas não é. No entanto, leve a sério o conselho e treine ouvir o que estão te dizendo, e não o que você gostaria ou acha que está ouvindo. Faça exercícios de escutatória no dia a dia, se liberte de opiniões pré-formadas e ouça o que estão te dizendo. Certamente terá bons resultados também na hora de se comunicar no ambiente profissional.

O terceiro e, talvez, o mais novos dos problemas comportamentais enfrentados nas empresas – que vem ganhando força com as constantes inovações tecnológicas – é a incapacidade de entender novos conceitos que são colocados no mercado. O ser humano tem a necessidade de quando exposto a um conceito novo, buscar no seu HD interno quais são as lembranças mais parecidas que conhecem sobre o assunto. É a assimilação por familiaridade. Mas, nos dias atuais em que conjunto de ideias e valores são apresentados quase que diariamente, somos constantemente convidados a pensar fora da caixinha – romper com conceitos que conhecemos e permitir a formação de uma nova ideia.

Por fim, se você é alguém que quer expor esse conceito novo, terá que ser bastante didático e aproximar o tema do público das informações utilizando alguns conceitos conhecidos – aproximando do que pode formar a ideia correta-, a fim de ajudar na construção do novo na cabeça dos receptores da mensagem a ser transmitida. Já, se você está na audiência, e está sendo exposto a uma explicação, tente limpar a sua mente e deixando-a livre para receber novas informações e criar novos conceitos. Ouvir, escutar e aprender eleva o conhecimento e melhora a vida de quem fala e de quem recebe informações. Afinal, comunicação não é o que você fala, mas o que o outro entende.

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Como relacionar-se melhor com a imprensa?

Posted by Thiago Ermano on Apr 30, 2014 2:43:37 PM

As redações brasileiras estão passando por um processo de reciclagem em suas estruturas físicas, e o Jornalista, formador de opinião e produtor de notícias e informações está na mira dessas mudanças. Em 2012, mais de 1.200 jornalistas foram demitidos, tendo como motivos reestruturações e cortes orçamentários. Quem ficou para realizar a produção diária de conteúdos está sobrecarregado de trabalho e precisa continuar a produzir (às vezes até em dobro) boas reportagens. Como conseguir espaço na imprensa?

No furacão da Globalização, é a necessidade de mais rapidez no fornecimento de informação. Com ele surgiram novas mídias e variados canais tecnológicos – criando “novas realidades” no formato de trabalho dos formadores de opinião brasileiros. O tempo para apurar uma reportagem ficou mais curto e a necessidade de receber auxílio de bons assessores de imprensa torna-se fator importante nas relações atuais com empresas e seus porta-vozes.

Se hoje boa parte dos conteúdos que são produzidos para portais de internet, revistas, jornais, emissoras de rádios e de TVs saem de sugestões das assessorias, qual é a forma mais ética e natural de conseguir a atenção dos jornalistas das redações?

O assessor de imprensa tem valor para os colegas das redações brasileiras, conforme mostram dados da pesquisa “Fala Jornalista”, realizada em parceria entre o portal Comunique-se e a empresa de auditoria independente Deloitte, em agosto de 2012. Foram entrevistados (por e-mail) 711 jornalistas, de variadas redações – com o objetivo de descobrir a visão deles a respeito de temas que envolvem o dia a dia profissional, os seus mercados de trabalhos e a perspectiva sobre a sociedade em geral.

Ao responderem sobre “meios mais utilizados para obter informações”, ficou clara a importância das assessorias de imprensa no processo intermediário à produção de conteúdos noticiosos. Para 59% dos Editores, os releases são, hoje, o principal meio informativo do que acontece nas empresas. Em seguida, os fatos são conseguidos por meio de entrevistas por telefone (54%), entrevistas pessoais (46%), por e-mail (28%), mídias sociais (21%) e coletivas presenciais (18%). Para Repórteres, Produtores, Pauteiros e Chefes de Produção, o texto das assessorias representa o segundo lugar para 54%, antecedida pela entrevista por telefone (71%) – que, geralmente, acontece após buscar contatos em sua rede de relacionamentos.

O que interessa às redações jornalísticas?

O que importa às redações continua a ser a informação de interesse comum às massas, necessitando de mais qualidade e consistência. Observe que bons profissionais costumam ocupar os melhores espaços na imprensa porque compartilham seus conhecimentos com a sociedade, falam de erros e acertos e estão à disposição para ajudar os jornalistas sobre temas complexos. São especialistas, docentes, empresários, executivos e personagens interessantes para ilustrar os exemplos do que é defendido na reportagem que conseguem exposições positivas junto aos formadores de opinião, agregando valores às suas marcas. Uma troca mais do que justa. Quer relacionar-se melhor com a imprensa? Comece doando conhecimento.

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