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6 erros que você não pode cometer em uma reunião com investidores

Posted by Caroline Piguin on Feb 19, 2014 2:50:22 PM


Depois de se preparar para sua reunião com um possível investidor, é importante saber como agir no grande dia!
Não é apenas o pitch. Falar com investidores requer preparo e, principalmente, conhecimento de como funciona o seu raciocínio.

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Como me preparar para uma reunião com investidores?

Posted by Caroline Piguin on Feb 18, 2014 11:05:15 AM

Grande parte das dúvidas que vemos aqui na Aceleratech são relativas à investimento: O melhor momento para buscá-lo, quanto devo estimar de investimento para minha startup, o que devo fazer antes de uma reunião com investidores, e por aí vai.

Decidimos, com algumas destas dúvidas, fazer uma sessão de 3 partes do que você deve fazer antes, durante e depois de uma reunião com investidores.

O primeiro ponto essencial é ter certeza que você precisa de investimento. Por mais que as vezes você pense que precisa, necessariamente, de mais dinheiro, mais pessoas e mais recursos para tocar seu projeto, analise como você está administrando seu caixa, e veja se seu crescimento já interessa os investidores. Caso ainda não, pense como você pode otimizar seu bootstrapping.

O segundo passo é entender quem investiria em seu negócio:

Programas Públicos de Incentivo: Com o crescimento do ecossistema empreendedor no país, surgiram programas que tem como objetivo fomentar a economia brasileira, dando suporte às startups por meio de apoio financeiro , mentorias e parcerias com aceleradoras do país. Os dois principais são:

Start Up Brasil: Programa do governo federal, oferece à empresas nascentes de base tecnológica um investimento de até R$200.000 e tem parcerias com aceleradoras no Brasil todo. As startups escolhidas ganham uma bolsa mensal, e participam de um processo de aceleração em uma das aceleradoras conveniadas.

Seed: é um programa do governo de Minas Gerais que tem como missão a consolidação do estado como um dos polos tecnológicos da América Latina. O programa oferece até R$80.000 de investimento e mentorias e contatos, o objetivo é que, no final de 6 meses , a equipe já tenha o seu produto desenvolvido.

Aceleradoras: As aceleradoras surgiram para ajudar os empreendedores a construírem e consolidarem suas startups, para que elas consigam, além de se manterem no mercado, lucrarem. Cada aceleradora tem um perfil de startups desejadas e um processo de aceleração diferentes, então vale pesquisar todas e entender qual o modelo mais se adequa à sua startup

Anjos: São pessoas investindo em empresas, as vezes sozinhos ou combinados. Geralmente eles se interessam por empresas em estágio inicial, mas raramente apenas com ideias. É importante lembrar que os investidores brasileiros são mais avessos a riscos, então buscam empresas que já tem certa tração, e que não seja um tiro no escuro. Geralmente participam do dia a dia da empresa e ajudam os empreendedores com dicas e acompanhamento dos negócios e estratégias. Podem se tornar grandes mentores.

Investidor Estratégico: São empresas atuantes em ramos similares ou complementares à startup que se associam não apenas com o dinheiro, mas com benefícios, servíços, recursos humanos e espaço físico.

Venture Capital: São empresas que investem em empresas mais avançadas, mas seu valor de investimento também costuma ser (consideravelmente) maior. Quando você vê as notícias de investimentos de 5 milhões em uma startup, provavelmente este veio de um VC. Geralmente são fundos, constituídos em cima de uma tese de investimentos. É nesta tese que a sua empresa se encaixa ou não. Uma forma de identificar como estes fundos pensam é olhar os seus portfólios e, muitas vezes, conversar com empresas já investidas.

Private Equity: Eles estão um nível acima dos investidores Venture Capital, e são os responsáveis por grandes fusões e aquisições.

Dica:
Não se afobe para conseguir um investimento. Procurar investidores antes de sua empresa chegar no estágio correto pode reduzir a sua chance de conseguir a melhor opção possível

Depois de decidir o tipo certo de investimento para sua startup, você tem que se preparar para apresentar seu negócio!

Em uma reunião com investidores, você deve apresentar seu deck de investimento para que ele se sinta mais seguro em relação à sua ideia, à sua startup, e à sua capacidade como empreendedor de realizar, liderar, e se comprometer com o negócio.

Um bom deck contém:

  • Nome
  • Estágio
  • Problema
  • Mercado
  • Solução
  • Equipe
  • Concorrência
  • Qual o valor de investimento
  • Projeções
  • Contato

Além de levar esse PPT, pergunte também se você terá que fazer seu pitch, caso você precise levar mais materiais.

Depois de todos os materiais prontos, vale pesquisar um pouco sobre com quem você vai conversar.

Uma reunião com investidores é bem parecida com uma entrevista de emprego de várias maneiras, mas a principal é que da mesma forma que as pessoas estudam as empresas para uma entrevista, você também deve estudar seu possível investidor, qual o tipo de empresas que ele gosta de investir, quanto ele costuma investir, etc.

Esperamos ter ajudado com essas dicas simples. Agora, mão na massa!

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Direto das trincheiras: Profes

Posted by Caroline Piguin on Dec 11, 2013 2:44:16 PM

Percebemos em muitos de nossos eventos que é muito interessante para as startups conversarem com nossas empresas aceleradas e entender um pouco de sua jornada para o crescimento, O que foi feito? Como foi feito? Qual o modelo usado para o crescimento?

Sabemos que não existe apenas uma jornada para o sucesso, mas muitos dos passos são semelhantes, as dicas, muitas vezes podem ser reutilizadas, e, por isso, começamos uma nova série aqui no blog, para levar esse conhecimento para o máximo de startups possível.

Se você tiver mais perguntas, poste-as nos comentários, e assim que possível, colocamos as respostas :)
Entrevistamos o Claudivan Ribeiro, CMO, e o Tiago Bomventi, Relacionamento com Cliente da Profes, que está sendo acelerada e foca no setor de educação.

Aceleratech: Meninos, como foi a criação da ideia do Profes?
Tiago: A ideia original foi do Claudivan, que estudou comigo na USP. Sempre quisemos um negócio próprio, mas foi apenas quando ele começou a trabalhar como professor particular que vislumbramos a oportunidade.
Claudivan: Eu tinha acabado de decidir dar aulas particulares, eu falo decidir porque parecia impossível para mim achar alunos! Comecei então a colocar panfletos no ponto de ônibus interno, nos murais da faculdade, e mesmo assim não era muito eficiente. Uma vez vi a mãe de um aluno colocando um pôster para procurar um professor particular, daí eu percebi que deveria ter uma maneira melhor de fazer isso. Chamei o Thiago para buscarmos uma solução. Fizemos uma lista imensa com as possibilidades de negócio e decidimos que a saída seria um “anunciado” de professores particulares online. No dia seguinte, já chamamos o David, nosso responsável pela infra para se juntar a nós e o Alberto, nosso CTO, e começamos a trabalhar no intervalo das aulas, bem experimental mesmo. Muitas vezes tínhamos que interromper o trabalho por causa da internet lenta, e ficávamos mudando de uma sala para outra.
Tiago: Partimos direto para o desenvolvimento, criamos um MVP, para testar. Acreditávamos que precisávamos de alguém de negócio, mas antes queríamos ter algo para mostrar, queríamos solucionar esse problema. Com o MVP pronto, começamos a captação na unha, colando cartazes do Profes pelo campus e batendo na porta do jornal da escola, para conseguirmos divulgação. Foi assim que conhecemos o Victor, nosso CEO, dono de um cursinho. Marcamos de bater um papo para entender como as ideias poderiam se juntar, e foi muito legal, porque todos tinham chegado a mesma conclusão, nós com nossa expertise técnica e ele com o conhecimento de mercado: Aulas online. Para conseguirmos um lugar fixo para trabalhar, nos aplicamos para o CIETEC, e entramos, o que nos ajudou bastante na melhoria do produto.

Aceleratech: E como foi essa questão de uma pessoa que entrou depois tornar-se CEO? Vocês tiveram algum problema com isso?
Claudivan: Não, ele realmente já tinha o conhecimento de mercado, e era a posição que fazia mais sentido para ele. Uma hora você tem que se perguntar o que mais importa, seu poder e cargo, ou seu produto. Acho que fizemos a escolha certa, e o nosso time trabalha muito bem junto, não temos esse orgulho do cargo.

Aceleratech: E qual ponto vocês tiveram ou tem mais dificuldade?
Claudivan: Monetizar! A gente sabia que tinha um produto legal nas mãos, mas antes da entrada do Vitor, pensávamos muito na questão operacional. Quando terminamos a primeira versão do site, olhamos um para a cara do outro e perguntamos “Como vamos ganhar dinheiro com isso?” é por isso que falamos que a entrada dele foi tão essencial para nosso desenvolvimento.

Aceleratech: E como foi a questão com o trabalho? Quando vocês decidiram sair para se dedicar apenas ao projeto?
Tiago: Eu tinha saído do meu trabalho integral antes de começar o profes. Todos da equipe trabalharam algum tempo por meio período, para nos dedicar mais ao negócio, e assim que passamos no Startup Brasil, todos pedimos demissão.

Aceleratech: Qual o momento vocês diriam que é o propício para sair do trabalho e se dedicar 100% ao negócio?
Tiago: Existem dois momentos diferentes que podem significar que sua startup já requer 100% de seu esforço:
Entrar em algum programa de incentivo do governo ou em uma aceleradora: Para mim, não faz sentido quem entra em um programa como o Start Up Brasil e se dedica apenas meio período a seu negócio. Nós entendemos que as situações financeiras são diferentes dependendo de cada uma das pessoas, mas você pode ter certeza que sua cabeça durante o meio período que você estiver trabalhando sua cabeça vai estar em seu negócio, e se por acaso ele não der certo, é capaz de o empreendedor se culpar por isso, sem saber se o erro foi da ideia ou da execução.
Claudivan: Com certeza tivemos muita sorte em entrar no Start Up Brasil, mas sempre achei que caso não entrasse, eu me demitiria e usaria minhas economias como uma forma de tentativa, caso passasse muito tempo e pouco resultado, voltaria para o mercado do trabalho.

Aceleratech: Vocês tem alguma dica para as startups que estão começando?
Tiago e Claudivan: Tenham em mente que esse não é um caminho fácil, que vários momentos sociais precisarão ser sacrificados por sua visão de futuro. Esqueça seus 30 dias de férias anuais, e finais de semana. Mas vai tudo da questão de paixão de cada um. O que nos motivou foi a tentativa de resolver um problema real de alguém. Não pense só no produto, se ele é legal ou usável, o que ele resolve, e para quem? Qual o real valor do que você faz? E por fim, não perca a paixão pelo seu projeto!

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