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Direto das trincheiras: MobGeek

Posted by Caroline Piguin on May 5, 2014 12:07:05 PM

A MobGeek já nasceu com um objetivo extremamente ambicioso: Ensinar leigos a programar. E não é para menos: Seus fundadores, Ana Luisa Santos e Yuri Ramos são experts no assunto, com uma passagem no MIT para comprovar isso. Em nosso Direto das Trincheiras de hoje batemos um papo com eles para entender melhor qual a visão deles para o negócio, seus desafios, o processo de aceleração e planos para 2014.

Aceleratech: Como a Mobgeek se diferencia dos demais sites de educação do mercado?
Ana: A MobGeek traz em seu DNA o foco na resolução de problemas reais, algo que nós, fundadores, vivenciamos pra valer quando alunos do MIT (Massachusetts Institute of Technology). E materializamos isso ensinando programação para que pessoas comuns, sem background técnico, tenham em suas mãos o poder de construir soluções para problemas (ou oportunidades) a sua volta. Através de videoaulas vamos guiando o passo a passo de como criar do zero projetos de sites e aplicativos. Sabemos também o quanto pode ser solitário aprender online. Por isso trazemos um componente bastante especial, que é a mentoria online, abrindo canais para que nossos alunos tirem dúvidas, compartilhem e se sintam apoiados nessa jornada.

Aceleratech: Qual o potencial de mercado da Mobgeek?
Yuri: Nosso público é bem amplo pois ensinamos qualquer pessoa que queira aprender a programar e já tenha familiaridade com a Internet. Muitos alunos nossos querem lançar suas startups, criar projetos pessoais ou para as empresas onde trabalham. Temos alunos jornalistas, advogados, universitários de cursos como biologia (sério!) ... gente de todo tipo e background. Alguns querem se tornar desenvolvedores de software, uma carreira super em alta (que paga muito bem). E muita gente não sabe por onde começar. Mas reconhecemos que a maior parte do nosso mercado é um público jovem: estudantes do ensino médio, ensino superior ou jovens profissionais. Estamos falando de alguns bons milhões de brasileiros.

Aceleratech: Como se ensina programação para leigos?
Ana:Muita gente imagina que aprender a programar seja daquelas coisas extremamente difíceis. Não é. Mas pode traumatizar quem está começando se o ensino não for adequado. Por isso montamos um time de primeira, com especialistas em educação online e desenvolvedores experientes. Formatamos videoaulas com conteúdo passo a passo e motivamos o aluno com metas de desenvolver um projeto prático, como por exemplo criar uma página pessoal ou um aplicativo de visualização de fotos. Algo simples, mas que já motiva o aluno ao mostrar que não é tão difícil quanto ele pode imaginar. E muita gente se sente empoderada… “nossa, olha o que eu consigo fazer em tão pouco tempo”. Ao longo do caminho vamos introduzindo conceitos teóricos em pílulas de conteúdo para que ele vá conectando os pontos sem se sentir intimidado. E com a mentoria online o aluno vai tendo uma noção bem precisa do seu progresso...consegue medir o quanto já evoluiu e o que consegue produzir.

Aceleratech: Como a mobgeek pretende crescer em 2014?
Yuri: Somos B2B e B2C. Qualquer pessoa pode entrar no site e assinar os cursos da MobGeek. Também estamos atuando em frentes paralelas: discutindo parcerias, apresentando a MobGeek a escolas, investindo em marketing digital e produzindo mais conteúdo (parte dele gratuito) para difundir esse conhecimento para mais e mais brasileiros.

Aceleratech: Como a experiência do MIT ajudou a vocês montarem esse negócio?
Ana:Ficamos muito impressionados com o que vimos e aprendemos no MIT. A instituição não é tudo o que dizem por acaso. Pode parecer meio básico falar em resolver problemas reais, mas hoje a gente vê que o nosso país poderia inovar muito mais se mais pessoas passassem da discussão dos problemas para o mão na massa, a prática, a execução. No MIT aprendemos como é importante focar em problemas, mesmo que simples, que resolvam ou facilitem a vida de muita gente, além de ser empreendedor e buscar causar impacto significativo na sociedade. A gente traz essa pegada para a MobGeek.

Aceleratech: Qual foi o aprendizado mais valioso que vocês tiveram na aceleração?
Ana:Bem...muitas emoções... De tudo o que discutimos e aprendemos durante estes meses (temos mesmo que escolher só um ponto?), destacamos um framework de follow up de vendas, marketing digital e finanças para startups. Não podemos deixar de mencionar a interação com as outras startups aceleradas. Ao longo desses meses juntos, ralando e convivendo juntos diariamente, aprendemos muito com as outras startups, desde ferramentas, métricas, métodos de trabalho etc.

Aceleratech: Vocês tem uma visão muito clara para a Mobgeek, explica para a gente qual é e como ela se traduz no produto?
Yuri: Nossa visão é revolucionar a educação, empoderando jovens a criar tecnologias para resolver problemas reais, impactando fortemente a criação de produtos, negócios e inovações sociais no mundo digital. Fato: quem programa tem um super poder em suas mãos. No nosso produto, a gente mostra aos usuários, de forma muito prática, o que é possível construir com essa nova habilidade que eles adquirem com a MobGeek.

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Direto das Trincheiras: Eventick

Posted by Caroline Piguin on Mar 24, 2014 2:26:58 PM

O crescimento de 300% na empresa e a marca de 100.000 ingressos vendidos por seu site são apenas alguns dos números que provam o quanto a Eventick foi capaz de aproveitar nosso processo de aceleração. Mas é claro que, para alcançar esses números foi necessária uma equipe de pernambucanos arretados, como eles mesmo se descrevem. Conversamos no “Direto das Trincheiras” de hoje com o André Braga, CMO da Eventick para entender um pouco sobre as estratégias, técnicas e novidades da empresa!

Aceleratech: A Eventick cresceu muito em 2013. Comente um pouco esses números e a estratégia e execução para chegar a eles:

André: O Eventick teve um crescimento de 300% no segundo semestre de 2013. O principal motivo para esse salto foi a adoção de estratégias consistentes e factíveis alinhando marketing, vendas e produto. Montar essa estratégia e executá-la só foi possível ao conhecer nossos clientes e mercado profundamente. Para isso, passamos muito tempo na rua e trabalhando juntamente com vários produtores.

Aceleratech: A Eventick nunca investiu em Marketing. Como vocês se tornaram uma marca tão querida pelos usuários?

Nós trabalhamos de perto com várias comunidades no Brasil (como empreendedores, desenvolvedores etc) e marcamos presença em vários eventos. Isso fez com que alguns segmentos nos identificassem como uma empresa que trabalha "ombro com ombro" com eles.

Antes de investir em Marketing, consideramos mais importante oferecer o mais próximo da solução ideal para o nosso público. Depois disso, as atividades de marketing fluem mais facilmente.

Aceleratech: O mercado de eventos é muito competitivo. Como vocês se diferenciam da concorrência?

Nós dedicamos muito de nosso tempo ao "customer development", então cada passo que damos é voltado totalmente para o que o cliente precisa. Para isso, prestamos atenção a detalhes muitas vezes intangíveis como o atendimento aos usuários e simplicidade de uso da plataforma.

Aceleratech: Comente os aprendizados da aceleração e a importância de toda a equipe do Eventick ter vindo para SP.

A aceleração foi muito importante em dois pontos. O primeiro foi eliminar o supérfluo e focar totalmente na geração de valor para cada segmento de cliente que atendemos. O segundo foi estruturar uma estratégia comercial, levando em conta a multiplicidade do mercado unida às forças do Eventick. Trabalhando sob a pressão da aceleração, a equipe também evoluiu em questões internas como definição clara de governanças, foco e agilidade na tomada de decisões.

Aceleratech: O que podemos esperar da Eventick em 2014?
Em fevereiro lançamos o início de um novo layout, que prevê grandes avanços na usabilidade e experiência do usuário, mas as maiores mudanças em 2014 virão no início do segundo semestre. Um ponto interessante é que temos trabalhado muito com eventos empresariais, um setor que, apesar de difícil, com ferramentas arcaicas e pulverizado, é carente de soluções inovadoras.

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10 dicas para conquistar um investidor-anjo para sua startup

Posted by Caroline Piguin on Mar 12, 2014 2:24:51 PM

São Paulo – Apesar do nome, um investidor-anjo não cai do céu. Os empreendedores precisam ter um pitch afiado, provar que sua ideia vale a pena e conquistar o investidor. Segundo dados da associação Anjos do Brasil, os investidores desta categoria aplicaram 25% a mais em 2013 na comparação com 2012. Em volume, foram 619 milhões de reais em investimento.

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3 minutos de Aceleração

Posted by Caroline Piguin on Feb 12, 2014 3:45:43 PM

O resultado de nossas startups é o incentivo que nós da Aceleratech gostamos de ver todos os dias. E sabemos que, de nada adianta falarmos sobre nosso processo de aceleração, se nossas startups aceleradas não comentarem suas experiências e conquistas com ele.

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“Queremos impactar esse país”, diz Pedro Waengertner

Posted by Caroline Piguin on Feb 11, 2014 2:14:17 PM


Comentário de um dos fundadores da Aceleratech foi feito durante a segunda edição do Demo Day, evento promovido pela aceleradora que selou o término do programa de aceleração do segundo semestre de 2013.

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Direto das trincheiras: Love Mondays

Posted by Caroline Piguin on Jan 21, 2014 6:09:43 PM

Criada por uma brasileira e dois irlandeses, mas pensada especialmente para nosso mercado, a Love Mondays participou da segunda turma da Aceleratech. Durante esses 4 meses, eles conquistaram muito, mas nem tudo são rosas. Até ganhar o Latin America Startup Challenge, o caminho foi árduo e cheio de trabalho duro. Falamos com eles para entender algumas das principais dificuldades, conquistas e dicas.

Para entender melhor como foi, fizemos uma entrevista com a Luciana Caletti, CEO e o Dave Curran, CFO.

Como vocês tiveram a ideia do Love Mondays?

Luciana: Percebermos, por experiência própria, que você só fica sabendo como realmente é trabalhar em uma empresa após começar a trabalhar lá. E até chegar a esse ponto, precisamos passar por um longo processo de seleção, uma negociação árdua sobre o salário e às vezes até mesmo mudar de cidade para iniciar o emprego. Depois de tudo isso, às vezes acontece o pior: A empresa não é nada do que sonhávamos. Mas nesse ponto já é tarde demais.

Dave: Queremos evitar essa situação desagradável – tanto para profissionais quanto para a empresa. Nosso objetivo é ajudar profissionais a entenderem como realmente é trabalhar nas empresas antes de aceitarem uma proposta de emprego. Por isso criamos uma plataforma onde funcionários contam, de maneira anônima, como é trabalhar nas empresas. Lendo as opiniões honestas dos funcionários é mais fácil entender a cultura da empresa, as oportunidades de carreira, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e outros pontos importantes para cada um. Com acesso a essas informações, é possível tomar uma decisão mais bem informada sobre qual é a melhor empresa para desenvolver a carreira dos seus sonhos.

Aceleratech: E como vocês se conheceram? Como foi a experiência de achar dois sócios na Irlanda?
Luciana: Eu e o Dave fizemos MBA em Oxford. Quando estávamos procurando emprego durante os últimos meses do curso, usamos o Glassdoor.com, um site com avaliações de empresas e vagas de emprego, e achamos extremamente útil. Dois anos depois, decidimos empreender. O nosso grande problema era que não tínhamos ninguém para cuidar de nossa parte de desenvolvimento de produto.

Dave: O Shane e eu éramos amigos de longa data, e em uma viagem a Dubai, descobri que ele também estava por lá. Combinamos de tomar uma cerveja, e ao conversar sobre o objetivo empreendedor dos dois, pensei que ele poderia nos ajudar bastante com a Love Mondays. Claro que tivemos um período de estudo e avaliação, tanto da parte dele quanto da minha. Mas logo ficou claro que ele seria ótimo para nos ajudar.

Aceleratech: E como vocês decidiram pelo mercado brasileiro?
Luciana: Eu sempre achei que o Brasil ainda tem muita oportunidade para inovação e startups. Estudando também a área de Recursos Humanos, percebi que a necessidade por alguma ferramenta que tivesse o recurso da avaliação por parte do profissional, que é o fio condutor da Love Mondays. Todos esses fatores combinados à descoberta do programa Start Up Brasil foram decisivos para a nossa escolha, até porque não tínhamos networking profissional por aqui, e o Start Up Brasil foi uma segurança de que teríamos acesso a esses contatos.

Aceleratech: O que mudou em seu modelo de negócio desde que vocês entraram na aceleração ?

Dave: Apesar do coração de nossa empresa não ter mudado, a forma que trabalhávamos com ele mudou. Revisamos nosso posicionamento, proposta de valor, estratégia de execução e vendas, enfim, várias mudanças que não descaracterizaram a Love Mondays, e sim deixaram-na mais escalável, o que foi fundamental para nosso crescimento.

Aceleratech: Qual foi a maior dificuldade da Love Mondays durante a aceleração?

Luciana: O primeiro mês foi muito desafiador. Além das aulas, e mentorias e entregáveis, presentes em todo o programa, essa foi a época que revisamos e validamos todas os pontos estratégicos da empresa. Recebemos diversos feedbacks sobre o nosso projeto, então conciliar as tarefas e fazer as melhorias propostas foi bastante intenso.

Aceleratech: E o que mais ajudou vocês?

Luciana: Durante a aceleração fomos “bombardeados” por feedbacks e sugestões, tanto dos mentores, quanto de nossos clientes durante a validação e da Aceleratech. Esse foi um momento muito valioso, porque a partir disso conseguimos implantar um modelo de negócio e um produto muito mais maduros.
Dave: Outro ponto fundamental foi o contato com as outras equipes. O ambiente aqui é muito rico e cheio de parceria. Foi fundamental contar com o feedback das outras startups, dividir ideias e soluções, e observar o desafio de todos.

Aceleratech: E como foi o Latin America Startup Challenge?

Luciana: O evento foi uma experiência fantástica, uma oportunidade única para contatar investidores e compartilhar experiências com outros empreendedores. A competição estava muito forte, com startups extremamente inovadoras e avançadas, e a Love Mondays ter sido escolhida como vencedora significa que a comunidade de investidores e empreendedores realmente acredita que temos uma proposta inovadora, que criamos valor para nossos clientes e usuários e que temos uma equipe qualificada para atingir o grande potencial de crescimento do negócio.

Aceleratech: Qual seria uma dica que vocês dariam para todas as startups?

Luciana: Faça algo que você ama e acredita. Todos os empreendedores passam diariamente por desafios, mas eles só se tornarão aceitáveis se você confiar que está realmente resolvendo um problema.

Dave: Você pode criar mil hipóteses, mas elas não vão se confirmar ou refutar sozinhas. Vá para a rua. Fale com seu consumidor, investidores e outras startups.

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Aceleratech no Mundo Corporativo, da CBN

Posted by Caroline Piguin on Dec 17, 2013 4:27:43 PM

Na semana passada divulgamos em nossa página do Facebook uma entrevista muito legal que nosso fundador, Pedro Waengertner, deu para o programa Mundo Corporativo na CBN. Para quem não viu ainda, colocamos o vídeo na íntegra abaixo.

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Direto das trincheiras: Profes

Posted by Caroline Piguin on Dec 11, 2013 2:44:16 PM

Percebemos em muitos de nossos eventos que é muito interessante para as startups conversarem com nossas empresas aceleradas e entender um pouco de sua jornada para o crescimento, O que foi feito? Como foi feito? Qual o modelo usado para o crescimento?

Sabemos que não existe apenas uma jornada para o sucesso, mas muitos dos passos são semelhantes, as dicas, muitas vezes podem ser reutilizadas, e, por isso, começamos uma nova série aqui no blog, para levar esse conhecimento para o máximo de startups possível.

Se você tiver mais perguntas, poste-as nos comentários, e assim que possível, colocamos as respostas :)
Entrevistamos o Claudivan Ribeiro, CMO, e o Tiago Bomventi, Relacionamento com Cliente da Profes, que está sendo acelerada e foca no setor de educação.

Aceleratech: Meninos, como foi a criação da ideia do Profes?
Tiago: A ideia original foi do Claudivan, que estudou comigo na USP. Sempre quisemos um negócio próprio, mas foi apenas quando ele começou a trabalhar como professor particular que vislumbramos a oportunidade.
Claudivan: Eu tinha acabado de decidir dar aulas particulares, eu falo decidir porque parecia impossível para mim achar alunos! Comecei então a colocar panfletos no ponto de ônibus interno, nos murais da faculdade, e mesmo assim não era muito eficiente. Uma vez vi a mãe de um aluno colocando um pôster para procurar um professor particular, daí eu percebi que deveria ter uma maneira melhor de fazer isso. Chamei o Thiago para buscarmos uma solução. Fizemos uma lista imensa com as possibilidades de negócio e decidimos que a saída seria um “anunciado” de professores particulares online. No dia seguinte, já chamamos o David, nosso responsável pela infra para se juntar a nós e o Alberto, nosso CTO, e começamos a trabalhar no intervalo das aulas, bem experimental mesmo. Muitas vezes tínhamos que interromper o trabalho por causa da internet lenta, e ficávamos mudando de uma sala para outra.
Tiago: Partimos direto para o desenvolvimento, criamos um MVP, para testar. Acreditávamos que precisávamos de alguém de negócio, mas antes queríamos ter algo para mostrar, queríamos solucionar esse problema. Com o MVP pronto, começamos a captação na unha, colando cartazes do Profes pelo campus e batendo na porta do jornal da escola, para conseguirmos divulgação. Foi assim que conhecemos o Victor, nosso CEO, dono de um cursinho. Marcamos de bater um papo para entender como as ideias poderiam se juntar, e foi muito legal, porque todos tinham chegado a mesma conclusão, nós com nossa expertise técnica e ele com o conhecimento de mercado: Aulas online. Para conseguirmos um lugar fixo para trabalhar, nos aplicamos para o CIETEC, e entramos, o que nos ajudou bastante na melhoria do produto.

Aceleratech: E como foi essa questão de uma pessoa que entrou depois tornar-se CEO? Vocês tiveram algum problema com isso?
Claudivan: Não, ele realmente já tinha o conhecimento de mercado, e era a posição que fazia mais sentido para ele. Uma hora você tem que se perguntar o que mais importa, seu poder e cargo, ou seu produto. Acho que fizemos a escolha certa, e o nosso time trabalha muito bem junto, não temos esse orgulho do cargo.

Aceleratech: E qual ponto vocês tiveram ou tem mais dificuldade?
Claudivan: Monetizar! A gente sabia que tinha um produto legal nas mãos, mas antes da entrada do Vitor, pensávamos muito na questão operacional. Quando terminamos a primeira versão do site, olhamos um para a cara do outro e perguntamos “Como vamos ganhar dinheiro com isso?” é por isso que falamos que a entrada dele foi tão essencial para nosso desenvolvimento.

Aceleratech: E como foi a questão com o trabalho? Quando vocês decidiram sair para se dedicar apenas ao projeto?
Tiago: Eu tinha saído do meu trabalho integral antes de começar o profes. Todos da equipe trabalharam algum tempo por meio período, para nos dedicar mais ao negócio, e assim que passamos no Startup Brasil, todos pedimos demissão.

Aceleratech: Qual o momento vocês diriam que é o propício para sair do trabalho e se dedicar 100% ao negócio?
Tiago: Existem dois momentos diferentes que podem significar que sua startup já requer 100% de seu esforço:
Entrar em algum programa de incentivo do governo ou em uma aceleradora: Para mim, não faz sentido quem entra em um programa como o Start Up Brasil e se dedica apenas meio período a seu negócio. Nós entendemos que as situações financeiras são diferentes dependendo de cada uma das pessoas, mas você pode ter certeza que sua cabeça durante o meio período que você estiver trabalhando sua cabeça vai estar em seu negócio, e se por acaso ele não der certo, é capaz de o empreendedor se culpar por isso, sem saber se o erro foi da ideia ou da execução.
Claudivan: Com certeza tivemos muita sorte em entrar no Start Up Brasil, mas sempre achei que caso não entrasse, eu me demitiria e usaria minhas economias como uma forma de tentativa, caso passasse muito tempo e pouco resultado, voltaria para o mercado do trabalho.

Aceleratech: Vocês tem alguma dica para as startups que estão começando?
Tiago e Claudivan: Tenham em mente que esse não é um caminho fácil, que vários momentos sociais precisarão ser sacrificados por sua visão de futuro. Esqueça seus 30 dias de férias anuais, e finais de semana. Mas vai tudo da questão de paixão de cada um. O que nos motivou foi a tentativa de resolver um problema real de alguém. Não pense só no produto, se ele é legal ou usável, o que ele resolve, e para quem? Qual o real valor do que você faz? E por fim, não perca a paixão pelo seu projeto!

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