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Lançando o foguete: 5 Lições do Crescimento Astronômico da iFood

Posted by David Kato on Nov 18, 2014 1:11:02 PM

No iFood somos maníacos por duas coisas: saciar a fome e números.

Temos KPIs para tudo. Recebemos informação de como estão as vendas por SMS, temos dashboards diários e semanais para a empresa e para áreas e dificilmente passamos um dia sem abrir o Excel.

Não tem como ser diferente, não existe crescimento sem ser obcecado por indicadores.

A maior realização de um louco por números é ver o gráfico de receita virar um hockey stick. É a confirmação que a empresa está fazendo tudo certo e que o foguete está lançado para o crescimento astronômico.

Mas no final das contas, o que temos feito para duplicar de tamanho de forma consistente nos últimos 24 meses?

1. Estabeleça metas claras e agressivas

O maior salto do iFood aconteceu quando definimos uma meta muito agressiva. Antes sabíamos que precisávamos crescer, mas ninguém da empresa sabia o número exato. A primeira meta foi 100 mil pedidos.

Todos acharam que era loucura, mas todos sabiam o número exato - dos diretores aos estagiários. Como a responsabilidade de cada área era muito clara, todos perceberam que era possível. No final, atingimos o resultado e por pouco não ultrapassamos o limite superior.

Se sua empresa não está pronta para estabelecer metas agressivas, ela não está pronta para o crescimento.

Lição 1: Não tenha medo de estabelecer metas que parecem impossíveis.

2. Conheça seus canais de captação

Ter aprendido quais são os melhores canais para capturar usuários mobile foi uma dais maiores alavancas do crescimento do iFood. Quando aprendemos a fazer isso de forma consistente não paramos de crescer.

Já conversei com uma centena de empreendedores e quase todos falam que a estratégia de crescimento é ser viral. O boca-a-boca é só um dos possíveis canais de captação. Uma empresa só cresce astronomicamente, se souber captar usuários usando diferentes meios:

- aquisição paga (Adwords, afiliados, display, Facebook Ads, etc)
- equipe comercial
- SEO / inbound marketing
- viral (member get member)
- mídia offline (anúncios em revistas, trade marketing, rádio, TV)
- não escaláveis (parcerias /hustling)

Se os canais não estão mapeados, a empresa não está pronta para acelerar os investimentos para crescer.

Lição 2: Crescer é muito difícil, não deixe de aproveitar todos os canais disponíveis para o crescimento.

3. Saiba seu lifetime value

No iFood, o lifetime value é um dos principais norteadores das decisões de investimento para trazer novos clientes. Não faz sentido trazer um cliente através de um canal que não se paga. Saber quanto investir para adquirir usuários é essencial para o crescimento.

Fico impressionado com a quantidade de empreendedores que não conseguem responder de forma simples e direta qual é o lifetime value do cliente, sem isso é impossível tomar decisões de investimento.

Se o custo de um usuário for maior que o lifetime value, a empresa não está pronta para investir no crescimento.

Lição 3: Entender como o negócio gera dinheiro define como se pode investir.

4. Azeite seus processos internos

A área que cadastra novos restaurantes continua do mesmo tamanho, em compensação consegue cadastrar 4 vezes mais contas com a mesma quantidade de pessoas. Isso sem perder qualidade e diminuindo o tempo médio necessário.

O caminho natural seria ter uma equipe 3 ou 4 vezes maior para realizar esse trabalho.

Quando uma empresa cresce 10% - 20% todo mês, a tendência natural é acelerar na contratação. Afinal de contas, com o crescimento o volume de transações, aumenta o volume de trabalho. Mas no calor do momento, é fácil contratar errado. Uma contratação boa é um ativo, uma ruim é um passivo em dobro. Melhor do que contratar, é pensar em processos e sistemas que otimizem e automatizem o trabalho.

Se a empresa não sabe como escalar sua operação, ela não está pronta para o crescimento.

Lição 4: Antes de contratar, veja se não é possível fazer o mesmo trabalho com a metade das pessoas ou na metade do tempo.

5. Celebre as vitórias

A vida de startups é tão corrida que nos esquecemos de comemorar as vitórias. Aqui no iFood quebramos nossa meta principal em metas parciais e para cada uma delas temos uma garrafa de champagne. Quando alcançamos uma delas estouramos o champagne e comemoramos. Quando atingimos a meta principal, fazemos uma festa.

Pode parecer algo de pouca importância, mas comemorar as vitórias é um ritual importante para demonstrar que aquela fase acabou e que todos estão prontos para o próximo desafio. É por isso que as pessoas fazem baile de formatura, festa de casamento e comemoram reveillon.

É da natureza humana ter rituais que simbolizam o fim de uma fase e o começo de outra.

Lição 5: Festejar a vitória te prepara para os novos desafios.

Provavelmente, as lições de crescimento de outra startup não serão as mesma do iFood, mas isso que torna o ecossistema de startups tão apaixonante: aprender em 6 meses o que demoraria anos para aprender em uma empresa tradicional.

Pode ser que o crescimento astronômico demore a chegar, mas esteja sempre pronto para embarcar no foguete e para abrir seu primeiro champagne.

Um brinde e saúde!

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Os 3 pilares para um aplicativo de sucesso

Posted by Alex Ivonika on Sep 11, 2014 7:00:00 AM

A crescente demanda e utilização dos dispositivos móveis tem entusiasmado muitos empreendedores a criar "aplicativos geniais" ou pelo menos cogitar essa possibilidade. Afinal, quem nunca teve uma ideia de um app incrível que todos usarão? Mais do que uma boa ideia ideia, o aplicativo precisa ter uma execução incrível e estar amparado em três pilares fundamentais: O propósito de valor claro, fazer parte do contexto diária das pessoas e precisa ser divulgado. Ou o que você acha que o Whats App, Tinder, Spotify, Instagram e outros fizeram para conquistar as pessoas e a fama?

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O que é o Lifetime Value e porque você deve usá-lo agora

Posted by Caroline Piguin on Jul 17, 2014 7:18:10 AM

O quanto sua empresa está aproveitando seus atuais clientes? Qual o valor médio que um cliente gasta com seus produtos/serviços, durante todo o seu relacionamento com ele?

É muito comum ver um comportamento de predição nos empreendedores, menos comum, no entanto, é que eles saibam de cor seus números e métricas. Conversando com muitos empreendedores descobrimos que grande parte desses não tem controle constante desses números, ou pior, não sabem como controlá-los.

O que é o Lifetime Value?

O Lifetime Value é uma métrica essencial para o planejamento estratégico das startup, que determina qual o valor de um cliente para uma startup. Isso significa que você conseguirá entender quanto um cliente gasta com seus produtos/serviços durante todo o seu relacionamento com ele.

Para calcular o lifetime value, você vai precisar de alguns outros dados de sua empresa na ponta da língua. Caso sua startup seja recém criada, pode ser que você não tenha todos os dados suficientes para calcular ainda, mas você pode estimar e ir ajustando o número de acordo com o tempo.

Lembre-se que o lifetime value não é um valor fixo, muito pelo contrário, ele vai se modificando juntamente com a mudança de suas estratégias, produto e vendas. Por isso, procure sempre refazê-lo para garantir maior assertividade de resultados.

Como Calcular o Lifetime Value

Você deve multiplicar o valor médio de suas vendas pela repetição média de vendas anuais. Multiplique esse número pela duração em anos (em média) de duração do relacionamento.

A conta ficaria algo mais ou menos assim:

Valor do seu ticket médio x número de vendas (em média) por cliente em um ano x anos (em média) de duração de um relacionamento.

Quer alguns exemplos?

Uma startup que vende aplicativos para smartphones. Cada download de aplicativo custa R$1.00, e depois da compra, o cliente não precisa mais interagir com a empresa.

1 x 1 x 1 = 1

Por outro lado, uma empresa que vende um serviço por assinatura, com o valor mensal médio de R$150, cujo relacionamento dura, em média 3 anos.150x 12 x 3 = 5.400

Ou seja, enquanto a primeira empresa recebe R$1 em toda a vida útil do cliente, a segunda recebe R$5.400, e isso faz uma enorme diferença no planejamento de marketing, vendas e no modelo de geração e acompanhamento de leads.

A primeira empresa claramente não vai ter um profissional que mantém contato constante com seus clientes, pois o valor individual de cada cliente não é suficiente para a manutenção de um profissional nessa área, por outro lado a sua grande missão é achar maneiras que convertam rapidamente, sem a necessidade de consultas ou demonstrações ao vivo. A segunda empresa, no entanto, tem uma prioridade clara em manutenção e acompanhamento de clientes, e para isso ela tem que investir em maneiras em que o relacionamento com cada cliente seja mais duradoura. Com a compreensão do lifetime value as empresas podem estruturar melhor sua estratégia e custo com o processo de vendas e marketing.

Ainda tem dúvidas sobre o tema? me mande um e-mail para carol@aceleratech.com.br adorarei ajudá-lo!

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Como resolver uma briga entre os sócios

Posted by Caroline Piguin on Jun 26, 2014 11:00:00 AM

Sociedade empresarial é muitas vezes como um casamento. Por mais que você e seu sócio se dêem bem, é muito difícil vocês não terem uma briga ou desentendimento. O excesso de convivência somado à irritação do dia a dia e às diferentes opiniões podem desgastar essa relação e trazer uma irritação constante para um, ou os dois lados.

Por isso, com base em nossas experiências, fizemos uma lista com 8 dicas para resolver desentendimentos entre os sócios:

Tudo tem que estar claro desde o início

Não adianta começar uma sociedade sem saber qual o papel específico de cada sócio, quais serão suas responsabilidades, quais as suas obrigações, etc. Mesmo que pareça óbvio, fale e mantenha as expectativas, preocupações e necessidades de forma bem clara.

Críticas podem e devem ser faladas

O fato é, qualquer profissional precisa ser capaz de aceitar críticas, sugestões, e feedbacks sobre suas ideias e seu trabalho. Muitas vezes, quando os dois sócios são grandes amigos, cria-se um ambiente onde se imagina que as críticas vão "abalar" essa amizade, e por isso é necessário definir desde o início que as críticas, por mais duras que pareçam, são apenas uma maneira de melhorar cada vez mais o produto e o negócio, e não devem haver mágoas por isso.

A tomada de decisão não precisa ser democrática

Esse problema acontece principalmente quando uma startup é composta por dois sócios apenas. Quando há uma discordância, as coisas parecem não se movimentar, afinal, os dois tem o mesmo poder de decisão, certo? Errado. Uma startup parada não existe, e se por qualquer discordância a sua empresa parar, vocês não estão fazendo um bom trabalho de gerenciamento. As duas soluções possíveis para esse impasse são: Decisões finais por área de expertise ou aescolha de um sócio que, em caso de discordância, tenha o direito de decidir pela escolha que achar mais correta

Deixe seu ego de lado

Esse é um dos principais pontos. Criar uma startup não é uma luta por ser CEO, a imagem da empresa, ou o decisor. Deixe um pouco seu ego de lado na hora de gerenciar uma startup, para que você consiga ver os problemas objetivamente, e possa saber caso você não seja a melhor opção para ser o CEO ou o decisor, mesmo que a ideia do negócio tenha vindo de você.

O maior objetivo é a empresa

Esse item é um complemento do anterior. Lembre-se sempre do porquê das discussões e discordâncias: Tanto você quanto seu sócio estão fazendo o que acreditam ser melhor para a startup. Qualquer coisa que fuja dessa regra é perigoso. Se a briga de vocês é por dinhero, poder, ou ego machucado, lembre-se e lembre seu sócio também do objetivo de ambos, e isso te fará pensar com mais tranquilidade sobre os interesses da empresa.

As diferenças são resolvidas fora da empresa.

Uma discussão sobre qualquer outro tema que não seja a startup não pode nem deve ser resolvido no ambiente de trabalho, e muito menos trazido para uma discussão relativa à assuntos da startup. Esse tipo de atitude mistura as prioridades e deixa a visão objetiva enevoada, permitindo mais brigas sobre temas desconexos.

Firme um bom contrato

Jamais deixe o acordo de sociedade "na amizade". Deste modo, além de todas as fragilidades dos dois lados, qualquer problema mais sério com a startup poderá desestabilizar esse acordo, gerando inseguranças, medos, e brigas, claro. Quando os sócios se sentem protegidos por um bom contrato, a resolução de problemas torna-se mais simples e sem stress.

Entenda que os dois terão dficuldades

As vezes as pessoas tendem a esquecer da vida pessoal de seus colegas de trabalho, e inevitavelmente não levam em consideração coisas importantes que afetam alguns pontos da vida de um sócio. Mantenha uma relação de companheirismo, e entenda que seu sócio vai passar por dificuldades, mas você também vai, e tenha um pouco de flexibilidade para contorná-los.

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Jogando com o futuro de sua startup

Posted by Ana Maria Coelho on Jun 10, 2014 11:32:10 AM

Em tempos de preparação do país para megaeventos esportivos e de transformações importantes no cenário político, planejar o futuro pode ser um exercício estratégico estimulante e, ao mesmo tempo, tranquilizador.

Entender os possíveis cenários em que as empresas irão atuar ou aonde sua própria vida irá se desenvolver permite analisar o longo prazo neste mundo onde reina a incerteza. Tal como em sua origem teatral, os cenários ajudam a reconhecer o ambiente e adaptar-se às mudanças que ocorrem no ambiente, definindo os caminhos alternativos da evolução e permitindo escolher as manobras apropriadas para cada um deles.

O planejamento de cenários implica escolher, hoje, dentre várias opções, com total compreensão dos possíveis resultados no futuro. Você pode estar pensando: “Seria uma consulta cartomante para as empresas?” NÃO.

Compreender os cenários prepara as pessoas para qualquer contingência e confere a capacidade de agir com pleno conhecimento do risco assumido e da possível recompensa. Essa é a principal diferença entre um executivo sábio e um burocrata ou apostador, que são seus pólos opostos.

A facilidade de “jogar” com cenários depende do treinamento, da experiência e da intuição da pessoa. Qualquer pessoa pode criar cenários, mas será mais simples e correto se estiver disposta a estimular sua imaginação, criatividade e até certo senso do absurdo, sem no entanto abandonar o realismo necessário para manter os pés na terra.

Se você sente que sua vida necessita de alguma decisão de forte impacto no seu futuro, experimente. Identifique a questão central, determine as forças que essa questão impacta em sua vida e o grau de influência que ela exerce sobre aquilo que é fundamental para você. Classifique-as quanto à ordem de importância e grau de certeza, e o fundamental: defina a lógica dos vetores do que estarão em jogo a partir da tomada de uma decisão.

Sempre mantenha em mente a mecânica de três cenários tradicionais: o otimista, o pessimista e o intermediário. As pessoas tendem a apostar apenas no intermediário como o mais provável e com isso, põem a perder todas as vantagens de pensar o futuro sob outras perspectivas.

E lembre-se, assim como no teatro, os cenários são compostos por várias alegorias e materiais. Para uma boa análise das possibilidades sobre o futuro do seu negócio, não deixe de lado dois mundos: o dos fatos e o das percepções. Cenários exploram fatos, mas indicam as percepções daqueles que têm a responsabilidade de tomar decisões.

Quando funciona, é uma experiência criativa e libertadora. Entretanto, cuidado: evite um futuro oficial. Transforme essa conversa estratégica em um hábito permanente e esteja aberto a mudanças que possam acontecer no caminho. Afinal, como diz o senso comum: “o futuro a Deus pertence”.

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O que é o custo de aquisição e como ele pode ajudar sua startup

Posted by Caroline Piguin on Jun 9, 2014 7:00:00 AM


Falamos que boas startups precisam de uma boa equipe e uma boa execução, e dentro desse segundo tópico entra o conhecimento das métricas e números da empresa. Esse desconhecimento ou desatenção de alguns indicativos chave podem levar a uma estratégia mal amarrada de marketing, vendas e planejamento estratégico.

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Um mar azul para o mobile na classe média

Posted by Alex Ivonika on May 19, 2014 7:00:00 AM

Nosso país está em franco amadurecimento do mercado mobile. As companhias, a audiência e os investimentos começam a caminhar para o correto equilíbrio deste meio. Em 2013, tivemos pela primeira vez mais vendas de smartphones do que celulares convencionais e feature phones, e ainda há muito o que crescer. Porém, grande parte das iniciativas mobile ainda são destinadas aos iPhones, Android High End e focadas em um bom atendimento do público A e B. Há um mundo de oportunidades mobile não exploradas na classe C que são perfeitas para os empreendedores. Entenda o porquê.

Vivemos de 2010 para cá um boom de aplicativos. As empresas de mídia e serviço lotaram as lojas com programas que faziam de tudo - muitas vezes, com coisas inúteis para a sua audiência - pensando que estavam se fortalecendo e marcando presença neste cenário. Acontece que estar lá, na App Store ou Play, não significa presença. Muito menos o fortalecimento da marca.

Com o amadurecimento do mercado, a inovação começou a pesar cada vez menos em relação à uma outra palavrinha, que começou a incomodar aqueles que estavam mais preocupados em se manter inovadores no mercado, a RELEVÂNCIA. E é óbvio, como dar sentido e ser relevante para um determinado target deve ser o insight básico para se iniciar qualquer projeto. Seja mobile, web ou qualquer outro segmento.

Bem, junto com isso a vendas de smartphones explodiu. Pela primeira vez se vendeu mais smartphones do que celulares "não inteligentes". No total o share foram 32* mm destes devices vendidos contra 29* mm. Imagine, são 64 smartphones vendidos por minuto no Brasil. E isso só irá aumentar a cada dia das mães, dos pais, dos namorados, natal... Sem contar a venda de tablets, que cresceu 312%**.

Traduzindo para a prática, temos uma base relevante de pessoas utilizando estes devices por aqui. O mais curioso é que estudos internacionais apontam para uma estabilização das vendas lá fora, mas em países emergentes (como nosso lindo Brasil) há muito crescimento previsto para o número de usuários. Mas isso por quê? Simples! A força para a expansão da base é uma velha conhecida, a classe C. A classe D também, por que não? É fácil ler isso nos números. Android domina o mercado, e não era assim na prática em 2011/12, com 73%** de participação. Digo na prática porque praticamente não haviam usuários ativos de aplicativos nessas plataformas. O share gigante na participação se dá devido ao grande número de vendas dos aparelhos que saem por menos de R$ 1.000. Da mesma forma com os tablets, que detém 87%** deste segmento. Para completar a parafernália numérica, a classe C possui apenas 39%** de participação na utilização destes aparelhos. Desta forma, só há um lado para onde este aumento da base aponta, a direção da classe que agora começa a ter poder de compra.

A cultura de utilização de um dispositivo móvel começa, enfim, a fazer da parte da rotina de uma classe carente de atenção e serviço, pois, até então, a esmagadora maioria de iniciativas estavam (ou ainda estão) dedicadas ao universo do iPhone. Para se ter uma ideia, o smartphone é o principal meio de conexão com a internet para 33%** dos usuários. As lan houses agora estão na palma das mãos de um público que pode acessar a internet 3G por R$ 6,90 semanalmente. Enfim estamos vivendo a democratização da internet, mas via mobile.

Buscar entender a fundo os anseios e necessidades deste público, que no fim das contas é o retrato do Brasil você queira ou não, abrirá oportunidades incríveis no ponto de vista do empreendedorismo. Um exemplo bem sucedido são os aplicativos sobre itinerários e linhas de ônibus. Menos barulhentos que seus primos para taxi, fazem muito sucesso e estão presentes na vida de seus usuários. Ta aí a tal RELEVÂNCIA que buscam os big projetos das marcas e companhias famosas. Essas grandes marcas e empresas não tem a dinâmica e velocidade para planejar novas iniciativas pensadas nesse público. E a grande maioria não considera a classe média como target. Está aí mais uma vantagem competitivas para que start ups se aproximem deste público com produtos relevantes.

A coragem e garra são as características mais latentes no perfil de um empreendedor, e é justamente o que mais falta nas decisões das grandes corporações. Atrelar isso a visão de mercado e senso de oportunidade te fará encontrar excelentes oportunidades para servir um público carente de produtos no ambiente mobile e que está extremamente disposto a experimentar. Estamos falando de um segmento que movimenta milhões de reais no mercado informal, que é responsável pelo pouco crescimento que tivemos no PIB em 2013, mas que tem poucas alternativas em produtos e serviços no ambiente digital. Quem dirá no mobile.

Tá aí um grande mar azul a ser explorado pelos empreendedores dispostos a inovar.

Fontes:
*Abinee
**Nilsen

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Como relacionar-se melhor com a imprensa?

Posted by Thiago Ermano on Apr 30, 2014 2:43:37 PM

As redações brasileiras estão passando por um processo de reciclagem em suas estruturas físicas, e o Jornalista, formador de opinião e produtor de notícias e informações está na mira dessas mudanças. Em 2012, mais de 1.200 jornalistas foram demitidos, tendo como motivos reestruturações e cortes orçamentários. Quem ficou para realizar a produção diária de conteúdos está sobrecarregado de trabalho e precisa continuar a produzir (às vezes até em dobro) boas reportagens. Como conseguir espaço na imprensa?

No furacão da Globalização, é a necessidade de mais rapidez no fornecimento de informação. Com ele surgiram novas mídias e variados canais tecnológicos – criando “novas realidades” no formato de trabalho dos formadores de opinião brasileiros. O tempo para apurar uma reportagem ficou mais curto e a necessidade de receber auxílio de bons assessores de imprensa torna-se fator importante nas relações atuais com empresas e seus porta-vozes.

Se hoje boa parte dos conteúdos que são produzidos para portais de internet, revistas, jornais, emissoras de rádios e de TVs saem de sugestões das assessorias, qual é a forma mais ética e natural de conseguir a atenção dos jornalistas das redações?

O assessor de imprensa tem valor para os colegas das redações brasileiras, conforme mostram dados da pesquisa “Fala Jornalista”, realizada em parceria entre o portal Comunique-se e a empresa de auditoria independente Deloitte, em agosto de 2012. Foram entrevistados (por e-mail) 711 jornalistas, de variadas redações – com o objetivo de descobrir a visão deles a respeito de temas que envolvem o dia a dia profissional, os seus mercados de trabalhos e a perspectiva sobre a sociedade em geral.

Ao responderem sobre “meios mais utilizados para obter informações”, ficou clara a importância das assessorias de imprensa no processo intermediário à produção de conteúdos noticiosos. Para 59% dos Editores, os releases são, hoje, o principal meio informativo do que acontece nas empresas. Em seguida, os fatos são conseguidos por meio de entrevistas por telefone (54%), entrevistas pessoais (46%), por e-mail (28%), mídias sociais (21%) e coletivas presenciais (18%). Para Repórteres, Produtores, Pauteiros e Chefes de Produção, o texto das assessorias representa o segundo lugar para 54%, antecedida pela entrevista por telefone (71%) – que, geralmente, acontece após buscar contatos em sua rede de relacionamentos.

O que interessa às redações jornalísticas?

O que importa às redações continua a ser a informação de interesse comum às massas, necessitando de mais qualidade e consistência. Observe que bons profissionais costumam ocupar os melhores espaços na imprensa porque compartilham seus conhecimentos com a sociedade, falam de erros e acertos e estão à disposição para ajudar os jornalistas sobre temas complexos. São especialistas, docentes, empresários, executivos e personagens interessantes para ilustrar os exemplos do que é defendido na reportagem que conseguem exposições positivas junto aos formadores de opinião, agregando valores às suas marcas. Uma troca mais do que justa. Quer relacionar-se melhor com a imprensa? Comece doando conhecimento.

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Growth Hacking - Outro modo de pensar o crescimento

Posted by Caroline Piguin on Apr 7, 2014 3:12:09 PM

Growth Hacking não é um termo novo, e apesar de já ser amplamente discutido no Vale do Silício, aqui no Brasil estamos começando a ouvir mais sobre isso agora.

Aqui na Aceleratech nós somos obcecados por crescimento, marketing e vendas em uma startup, então não foi nenhuma surpresa quando o Growth Hacking começou a tomar nossas discussões, reuniões, e conversas na hora do almoço.

Todos parecem concordar que o Growth Hacking é um modo interessante de pensar a escalabilidade de uma startup, e suas técnicas de fato funcionam. Acho que o mais interessante dessa prática é a necessidade de pensar em novas maneiras para escalar sua startup, aproveitar os dados e comportamento de seu usuário para melhorar e crescer sua base de clientes.

Vejo que a discussão sobre o assunto está começando no Brasil, principalmente com o crescimento e amadurecimento do ecossistema empreendedor, mas ainda vejo que estamos andando a passos lentos em relação à discussão do tema. Por isso, gostaria de iniciar, com esse post, uma discussão sobre novas técnicas e insights sobre growth hacking.

O post de hoje é uma introdução no estilo “tudo que você precisa saber sobre”. Se você sabe o que é growth hacking, mas não sabe de onde veio, ou ainda a diferença entre growth hacking e marketing, te convido a ler esse post, e no final, fique à vontade para tirar suas dúvidas ( já mencionei que respondemos todos os e-mails e comentários enviados?)

Como surgiu o Growth Hacking?

O termo surgiu em 2010 com Sean Ellis, um empreendedor incrível que ajudou diversas startups a alcançarem crescimento recorde. Depois de certo tempo ele virou o cara que todos do Vale do Silício iam para buscar ajuda com crescimento de usuários. O grande problema é que depois da criação e implantação da estratégia, era muito difícil de encontrar um substituto à altura do desafio. A maioria tinha certa experiência ou diploma em marketing, mas a questão é que as técnicas e o pensamento utilizado por um Growth Hacker são um pouco diferentes do marketing tradicional. O foco é como crescer sua empresa rapidamente usando as diversas técnicas disponíveis.Uma startup tem apenas um objetivo: Crescimento. E é isso ou a falência.

Ellis, decidiu então mudar o que ele pedia. E com um post sobre contratação nas startups, surgiu o termo “Growth Hacker”. Neste post, Ellis aponta que entre a decisão de contratar um VP de Marketing ou um Growth Hacker, vá na segunda opção, pois ele terá as habilidades necessárias para crescer sua startup de forma rápida e muito mais econômica.

O que faz, afinal, um Growth Hacker?

A grande diferença entre um Growth Hacker e um profissional de marketing é que , na primeira opção, todas as ações são voltadas para o crescimento. Esse foco exclusivo faz com que o Growth hacker use novas metodologias e técnicas não tão comuns para profissionais de marketing. E por isso, não é uma questão de substituição, são apenas focos e estratégias diferentes.

Com a chegada dos produtos tecnológicos, abre-se uma nova gama de possibilidades de divulgação e fidelização. O pensamento de alguém que vende/divulga um produto tecnológico de uma startup deve ser totalmente diferente diferente de alguém que vende móveis, por exemplo. As startups demandam mais criatividade e pensamento de compartilhamento online. Um software como o Trello, por exemplo, que dá um período de sua conta premium para você caso seus amigos se cadastrem à seu convite, utiliza uma técnica do growth hacking, e funciona muito bem, mas só pode ser usada em um produto digital.

Técnica do Trello para compartilhamento e recomendação

Não só o produto se modernizou, mas também sua distribuição. Um Growth Hacker busca compreender como o consumidor se comporta online e usa esse conhecimento, juntamente com novas ideias e técnicas para divulgar e impulsionar a venda e conhecimento de seu produto, ou seja: Crescimento!

Criatividade para crescer
Já li em vários lugares que growth hacking é o marketing para as startups, mas hoje em dia acredito que ele é uma categoria distinta, uma outra maneira de enxergar o crescimento de seu negócio. Mas eu consigo entender o porquê dessa confusão. O marketing em uma startup deve ser mais enxuto no quesito dinheiro. Se tem uma coisa que um empreendedor sabe (ou precisaria saber) fazer, e se virar com pouca grana.

O growth hacking usa os principais recursos de uma startup como seus aliados: Criatividade, agilidade, conhecimento e experimentação tecnológica. Não demorou para ser cada vez mais adotado por startups no mundo todo.

O Growth Hacker é, por necessidade, curioso e analítico, além das estratégias já usadas em marketing ( voltadas para crescimento, claro), ele busca novas maneiras para aproveitar a nova realidade online de compartilhamento e a facilidade dos produtos digitais como um impulso para seu crescimento. E é por esse foco em crescimento tanto no growth hacking quanto na startup que esses dois conceitos cada vez andam mais juntos.

Aqui na Aceleratech ainda não chegamos a um consenso se o growth hacking é uma disciplina a parte ou apenas o marketing voltado ao crescimento. O que você acha?

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7 habilidades chave para fazer networking

Posted by Caroline Piguin on Mar 25, 2014 4:59:33 PM

 

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